Nas trincheiras / Da alegria /
O que explodia / Era o amor...
(Moraes Moreira & Abel Silva)
A letra de “Festa de Interior”
brinca com a possibilidade de uma guerra que não acabaria com o mundo: ao
contrário, espalharia AMOR. É este o sentimento que tem movido as meninas ao
longo dos anos a se superarem em melhores coreografias, em visuais mais
caprichados. Tudo porque, desde o início da Gincana PK, as alunas de nossa
escola têm assumido diversas nacionalidades e viajado, musicalmente, pelo
mundo. Já foram gueixas japonesas, cantoras americanas, dançarinas francesas e
indianas, pop-stars britânicas, musas latinas... Este ano, no entanto, será um
ritmo brasileiro que elas terão de defender.
O
FREVO
A música e a dança do carnaval do
Recife possuem características próprias e originais, nascidas do povo nos fins
do XIX. O frevo se originou nas marchas, maxixes e dobrados; as bandas
militares do século passado teriam dado sua contribuição na formação do frevo.
A palavra frevo vem de "ferver", fazendo uma alteração, frever. O
ritmo passou a designar efervescência, agitação, apertão nas reuniões de grande
massa popular no seu vaivém em direções opostas.
Geralmente a vestimenta é de uso cotidiano, sendo a
camisa curta e justa ou amarrada à altura da cintura. Com predominância de
cores fortes e estampadas, a vestimenta feminina se diferencia da masculina
pelo uso de um short, com adornos que dele pendem ou mini-saias, que dão maior
destaque no momento de dançar.
O frevo é uma criação de
compositores de música ligeira, feita para o carnaval, tendo por objetivo dar
ao povo mais animação nos folguedos. Com o passar do tempo a música ganha
características próprias acompanhada por um bailado inconfundível de passos
soltos e acrobáticos e passa por várias influências ao longo dos anos. A década
de trinta serve de base para a divisão do frevo em Frevo-de-Rua, Frevo-Canção,
Frevo-de-Bloco.
PASSOS DO FREVO - A dança é caracterizada pela sua individualidade
na exibição dos passos que surgiram da improvisação individual dos dançarinos.
Com o correr dos anos, se adotaram certos tipos ou arquétipos de passos.
Existem atualmente um número incontável de passos ou evoluções com suas
respectivas variantes. Os passos básicos elementares podem ser considerados os
seguintes: dobradiça, tesoura, locomotiva, ferrolho, parafuso.
DOBRADIÇA - Flexiona-se as pernas, com os joelhos para frente e
o apoio do corpo nas pontas dos pés. Corpo curvado para frente realizando as
mudanças dos movimentos: o corpo apoiado nos calcanhares, que devem está bem
aproximados um do outro, pernas distendidas, o corpo jogado para frente e para
trás, com a sombrinha na mão direita, subindo e descendo para ajudar no
equilíbrio.
Aliás, falando em SOMBRINHA... O passista a conduz como símbolo do frevo e como
auxílio em suas acrobacias. Em sua origem, não passava de um guarda-chuva
conduzido pelos capoeiristas. Com o decorrer do tempo, esses guarda-chuvas
deram lugar a uma sombrinha colorida com aproximadamente 50 centímetros de
diâmetro.
TESOURA - 1 -
Passo cruzado com pequenos deslocamentos à direita e à esquerda. Pequeno pulo,
pernas semiflexionadas, sombrinha na mão direita, braços flexionados para os
lados; 2 - O dançarino cruza a perna direita por trás da esquerda em meia
ponta, perna direita a frente, ambas semiflexionadas. Um pulo desfaz o
flexionamento das pernas e, em seguida, a perna direita vai apoiada pelo
calcanhar; enquanto a esquerda, semiflexionada, apoia-se em meia ponta do pé,
deslocando o corpo para esquerda. Neste movimento, o deslocamento para a
direita é feito com o corpo um pouco inclinado.
LOCOMOTIVA - Inicia-se com o corpo agachado e os braços abertos
para frente, em quase circunferência e a sombrinha na mão direita. Dão-se
pequenos pulos para encolher e estirar cada uma das pernas, alternadamente.
FERROLHO - Como a sapatear no gelo, as pernas movimentando-se
primeiro em diagonal (um passo) seguido de flexão das duas pernas em meia
ponta, com o joelho direito virado para a esquerda e vice-versa. Repetem-se os
movimentos, vira-se o corpo em sentido contrário ao pé de apoio, acentuando o
tempo e a marcha da música.
PARAFUSO - Total flexão das pernas. O corpo fica,
inicialmente, apoiado em um só pé virado, ou seja, a parte de cima do pé fica
no chão, enquanto o outro pé vira-se, permitindo o apoio de lado (o passista
arria o corpo devagar).
TAREFA: Cada turma deverá escolher
cinco alunas para dançarem a música “Festa do Interior”, interpretada pela
cantora Gal Costa, caracterizadas como a descrição acima.
ENTREGA: No dia 10/07,
durante o recreio de cada turno.
PONTUAÇÃO: 200
pontos para tarefa cumprida.
40 a 200 pontos em
notas dadas pelo júri para as apresentações.
ATENÇÃO: O uso de pequenos guarda-chuvas ou sombrinhas
é indispensável. Bem como a execução dos movimentos citados acima.